quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O ponto negro




''Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago.
Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume.
Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.
Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha.

O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:

- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.

Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.
Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:


- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco.
Todos centralizaram suas atenções no ponto negro.
Assim acontece em nossas vidas.
Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.
A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.
Temos motivos para comemorar sempre!
A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!
O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo.
Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.

Pense nisso!
Tire os olhos dos pontos negros de sua vida.
Tranquilize-se e seja ... FELIZ!''

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Segundo cigarro



Provavelmente, mas só muito provavelmente porque comigo o provável é simplesmente provável não irei, mas só provavelmente, escrever algo com sentido porque, provavelmente, estaria improvavelmente ciente daquilo que poderia escrever se, provavelmente, não tivesse …. Exacto. Exacto não, provável.
E são estes momentos pouco ou nada prováveis de serem combinados que me fazem provavelmente pensar que a vida tal como a probabilidade de ser vida está cá e existe para ser vivida, provável ou improvavelmente pelo destino.
Quem pensará que o nosso rumo é provável?
E se o tornarmos improvável, será provável na mesma?
Mas e então? A probabilidade não será a mesma!?
É muito pouco provável ser provável.
Exacto. Não, provável.

Primeiro Cigarro (História escrita a 16 Dezembro, 2008)



Tudo está mal, quando acaba mal.
(Hoje decidi contar uma história. Uma história de um amor, que quando estava prestes a começar morreu.)
Sexta-feira 13.
7:30horas.


Levantei-me com energia mal o despertador tocou.Na mesa estava um belo ramo de amores-perfeitos e um pequeno-almoço á alteza real. As minhas flores preferidas… E os croissants que eu tanto adoro.Guilherme! Só ele para me fazer destas surpresas matinais.Nada melhor para começar o dia.
Demorei no banho, mas nem por isso me atrasei. Vesti a minha melhor roupa, penteei-me como á muito não me penteava e não exagerei na maquilhagem.Saí de casa, e pouco esperei pelo autocarro. Enquanto esperava, reparei nas caras entediadas dos viajantes deste mundo… Tão amargas, tão pouco humoradas. Ao menos a mim, ninguém me tira este sorriso invejável, que tanta gente se corrói por não o conseguir ter.Enfim. Aí está o autocarro.

(…)
Hoje saí mais cedo do trabalho, o dia está a correr-me bem.Entrei no autocarro com o intuito de voltar para casa cedo.
Estava já a chegar á paragem perto de minha casa, quando avistei ao longe o Guilherme e perguntei-me o que estaria ele ali a fazer.Saí do autocarro, com aquele jornadear fatal que o deixa louco e enquanto dava um jeito ao cabelo ia aproximando-me dele.
Cumprimentei-o com dois beijos no rosto e alardeei o meu belo sorriso, não quero que ele pense que me deixo encantar assim só com um ramo de flores (ai mas que ramo de flores!).Olhei para ele… Sempre tão charmoso… com aqueles olhos verdes, de águia, que sempre miram tudo em sua volta, nada lhe escapam. Sempre com aquele perfume que me deixa passada, e mais não digo. Apenas suspiro ‘A vida é bela’.
Disse por fim, que me ia levar a jantar. Com o seu bom gosto de certo me levará a um lugar fino, com requinte.

(…)
O jantar foi sem dúvida caloroso, com muita sedução envolvida.
Recordamos velhos tempos. Tempos em que nos divertimos á grande.Ainda me lembro quando conheci o Guilherme… Julgo que foi á 4 anos atrás, no Verão, em Aveiro, no meu grupo de amigos. Nunca lhe dei grande confiança, mas ele sempre insistiu em meter conversa, e com aquele charme todo não consegui dizer que não a umas conversas de chacha. Passado uns tempos, éramos quase como irmãos. Daí desenvolveu-se um clima, calculo que seja amor. Não sei, eu sou muito confusa no que toca a sentimentos, mas sei que ele quer tanto quanto eu.
Parando de divagar…
Logo a seguir ao jantar, o Gui (como eu tanto gosto de chamá-lo) levou-me a um sítio maravilhoso. Estava escuro e uma brisa fresca pairava sobre as nossas peles, mas por incrível que pareça não era fria.
Eram 23horas, e eu estava fascinada com aquele lugar onde a paisagem eram as luzes da cidade, os enfeites de natal pelas ruas que tanto brilho lhe dão, e avistava-se ao longe a torre dos clérigos. Porto, a eterna bela cidade.
Foram milésimos de segundo quando senti um arrepio pela espinha acima.
Ele estava a abraçar-me para eu não ter frio. Constantemente cavalheiro. Incansavelmente com as piadas das quais sempre me rio… Guilherme, Guilherme…
Penso que tudo se resumiu aquele momento.
Ele olhou-me nos olhos, senti o chão a fugir-me dos pés, fiquei imóvel.
Senti as suas mãos frias na minha cara e aproximou-se cada vez mais…

(…)
Estávamos no carro dele. As suas mãos estavam dentro das minhas calças desapertadas.
Os movimentos do toque eram circulares e eu estava louca de prazer.
Ele sabe como fazê-lo. Sugava-me a carne, lambia-me os mamilos duros e gretava-os entre os dentes. A dor tornava-se prazer. Os vidros estavam embaciados de tanto calor humano, e ele estava desnorteado, descontrolado, mas sempre caloroso.

(…)
3 horas da manhã.
Só me lembro de ouvir uma porta a abrir, seguido de um tiro. Ver as minhas mãos encharcadas de sangue, e o revirar dos olhos dele, a minha pele de galinha revelavam o medo. E eu ali, nua, desprotegida e perdida. Acho que tentei fugir da maneira que estava.
Depois ouvi o segundo tiro. Quando acordei, só vi uma imensidão de luz branca, ofuscante.


E pensava eu que havia dias perfeitos…